quinta-feira, 28 de março de 2013

Capitalismo selvagem no mercado dos games

Reparem na foto abaixo:


Como eu gosto de fazer, escreverei rapidamente sobre o tema dessa foto: capitalismo sem limites. Antigamente, o jogador comprava seus cartuchos, cds, fitas para seus videogames e o jogo era comprado de maneira completa, sem essa babaquice de hoje em dia. Eu sou muito lento para os jogos de hoje em dia, mas quando eu vi que o Street Fighter IV estava nessa onda, prontamente eu não quis nem saber de pagar um centavo para ter as roupas novas, personagens novos e etc. Acho isso uma falta de respeito muito grande.

Querem fazer algo que agrade? VENDA O JOGO COMPLETO, SEM ESSA PALHAÇADA! Tem gente que adora pagar para ter exclusividade e isso não é errado, mas e a maioria das pessoas que não gostam nem um pouco disso? É melhor agradar uma pequena parte da população gamer ou fazer algo que agrade a quem tem certeza que os jogos devem ser vendidos como eles são?

O que acontece na foto já é realidade em muitos jogos. Vejam o que meu amigo postou no meu Facebook:


Bem, continuo preferindo a maneira antiga de comprar jogos. Pena que pelo visto isso irá acabar um dia por culpa das empresas de games.

6 comentários:

  1. Queima! Queima tuto, chéssuz!!!

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  2. Infelizmente, mestre Innuendu, o mercado de DLCs se tornou algo bastante lucrativo, uma vez que as produtoras e desenvolvedoras não ganham nada no mercado de jogos usados, logo, eles utilizam o DLC como uma forma de ganhar algo a mais e não apenas na primeira unidade do jogo vendido.
    Obviamente que eu acho absurdo você comprar um jogo e ele vir incompleto, caso recente que eu vi foi "Asura's Wrath", cujo último capítulo é um DLC, ou seja, para ver o final verdadeiro eu tenho de desembolsar uma grana. Absurdo.

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  3. Bom, jogos são produtos em princípio supérfluos e hoje em dia contam com grande variedade de opções. Isso significa que o poder de decisão sobre como os jogos são vendidos está muito fortemente nas mãos do consumidor. Se as pessoas são contra jogos feitos dessa maneira, elas precisam em primeiro lugar não comprá-los, e em segundo lugar comprar originais (não pirateados e evitando abusar dos usados) dos jogos cujo modelo de venda elas aprovam.

    Infelizmente, como o mercado tem um poder muito forte nesse ramo, e mesmo assim estamos vendo um fortalecimento cada vez maior desse modelo de venda, a conclusão é que, na verdade, é esse o modelo mais aceito pelo mercado, e a "pequena parte da população gamer" na verdade somos nós que preferimos o modelo antigo.

    Para entender melhor o que acontece, é preciso ir a eventos de desenvolvedores de jogos como aquele SBGames brasileiro e a GDC internacional e assistir às palestras sobre a economia e o mercado dos jogos. Lá você começa a entender algo que a princípio parece ser escroto, mas que no fundo é uma tendência natural: é o dinheiro que manda. É simples: se você gasta meses ou anos fazendo um jogo foda para vender pelo modelo tradicional, e depois vê o seu vizinho ganhando muito muito muito mais dinheiro do que você por ter feito um jogo (muitas vezes até pior) num modelo diferente, você tende a ficar desmotivado e se sente pressionado a adotar também aquele outro modelo. Quanto mais você desaprova isso, mais você demora para alterar seu modelo, mas eventualmente as pessoas vão cedendo.

    Outro fenômeno é o efeito em empresas iniciantes causado pelas plataformas de distribuição digital como o Steam. Com jogos que são verdadeiras superproduções de anos de trabalho envolvendo centenas de profissionais altamente qualificados sendo vendidos a preços tão baixos como 5 dólares, um joguinho de uma empresa iniciante não tem muita chance de concorrência, exceto num único modelo: grátis para jogar (que atrai as pessoas a conhecer o trabalho), pague por coisas dentro do jogo. Assim as empresas já começam no ramo incorporando no sangue o esquema de DLC's.

    Finalmente, detalhando um pouco mais sobre a demografia da população gamer, infelizmente as empresas fazem o dever de casa delas até bem demais, e descobriram que realmente pessoas como a gente é que são a minoria. A maioria - pasme - são mulheres jovens, sem nada de nerds, que adoram jogar um joguinho bonitinho e não acham nada demais em pagar por outras coisinhas bonitinhas dentro do jogo. Daí a explosão de joguinhos desse tipo nas redes sociais (Facebook) e outros lugares.

    Enfim, como uma pessoa que tem um certo contato com a indústria de jogos, afirmo: as empresas de jogos, em última instância, não são tão culpadas assim, elas simplesmente estão seguindo a tendência do mercado, e quem não está fazendo isso está correndo o risco de fechar as portas. E o controle disso tudo, na verdade, está no local de onde vem o dinheiro delas: os consumidores.

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  4. Eu nunca comprei nenhum conteúdo do tipo, apesar de achar um ou outro interessante.DLCs mercenários são os piores, aqueles em que você é obrigado a comprar para entender a história ou o final do jogo , como é o caso do citado pelo Jorge, o AW.

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  5. Disse tuto o barata aí.
    É por isso que temos que nos agarrar com força à nossa coleção, rapaziada!

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  6. De fato, excelente argumento, eu poderia replicar isso no Facebook, vbarata?

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