quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O fim dos fliperamas

É engraçado como eu vejo certos vídeos sobre a história dos videogames. Mostram a ascensão e a decadência, tanto de consoles muito antigos como dos fliperamas nos idos da década de 1990. Lamentavelmente muitas lojas já fecharam ou são pouquíssimas as que conseguiram sobreviver e ainda têm muita força para aguentar essa crise que parece ser inevitável.

1. O sucesso 


Os fliperamas, como eu já disse em diversos posts anteriores, eram encontrados em qualquer esquina de qualquer lugar. Toda cidade tinha e um dos fatores do sucesso era a variedade e a popularidade das máquinas. A ficha era barata, o público era muito grande e eu poderia até dizer que havia muita cultura em torno do fliperama que rendia ótimas conversas, interações, histórias e bons debates sobre os jogos. 

2. Anos 1990 e as locadoras

À medida que o tempo foi passando e novos jogos foram surgindo, outros mais antigos iam desaparecendo sem deixar rastro. Lembro-me que em 1992 já era difícil encontrar jogos da primeira metade da década de 1980. 

Um dos gabinetes mais antigos e históricos que já existiu. Tinha até cinzeiro nele. Joguei em muitos desses por volta de 1986 a 1990.
Os gabinetes eram mais bonitos e sempre com dois controles e seis botões. Jogos de luta se tornaram muito populares e o interesse por esse tipo aumtentou muito, mas eu não fiquei triste por isso. Eu estava me modernizando e andando na "moda" naqueles tempos. Ainda era possível encontrar bares de esquina com fliperama e com um pouco de sorte, com pinballs. Surgiram as locadoras de videogame e muita gente que não tinha condição de ter um console em casa, pagava barato para jogar por horas nessas lojas. A difusão foi muito rápida e logo muitas pessoas perderam o interesse por fliperamas. 

Locadora de videogames. Atraía crianças, adolescentes e outros gamemaníacos.
Fonte: http://www.vibeflog.com/nenamenezes/p/7702901
Quem investiu em locadoras de cartuchos e videogames ganhou uma grana boa. Eu e alguns amigos chegamos a jogar DENTRO DA CASA DE UM CASAL, mais precisamente na garagem. Virou esculhambação! Hahaha. O povo comprava tv, videogame, os cartuchos mais jogados e fim de papo. Ganhavam grana e não faltava gente quem pagasse para jogar. 

Reparem nas fichas que eram usadas para jogar fliperama. A ficha que eu usava está marcada em vermelho. HAVAI. Quantas saudades disso!
E o fliperama foi sendo esquecido, embora houvesse quem ainda preferisse os arcades e os jogadores que sabiam como equilibrar tudo, jogando tanto em locadoras como nos flipers. Com a chegada do Playstation 1, Playstation 2, Sega Saturn, Dreamcast, Nintendo 64, praticamente ninguém (pelo menos aqui em Brasília) se interessava mais em jogar Super Nintendo, Mega Drive, Nintendo 8 bits, Master System e Atari 2600. Os jogos com gráficos incríveis e com novas propostas eram o novo sucesso daquele momento e até os consoles que fizeram tanto sucesso aos poucos foram deixados de lado.

3. Pinballs e sua queda

Pinballs eram tão populares e viciantes como os jogos de vídeo. Havia uma quantidade enorme de máquinas assim em shoppings, bares e lojas. A qualidade das máquinas era ótima e era difícil não ter assistência técnica que fosse de qualidade e garantisse o sucesso das jogatinas entre os jogadores. Quando eu era muito criança tive uma febre absurda por pinballs. 

Uma incrível variedade de pinballs na década de 1980. Era fantástico.
Com o passar do tempo, o interesse do pessoal foi diminuindo e para os donos dos estabelecimentos ter máquinas de pinball era sinônimo de prejuízo e ocupação desnecessária de espaço físico. Dessa maneira, muitas foram vendidas, ou viraram sucata. Lembro-me quando o Roberto, dono do fliperama do N. Bandeirante (cidade vizinha onde eu jogava), desmontou a minha tão amada Cowboy Eight Ball (uma das minhas primeiras referências ao meu ingresso no mundo dos jogos). Foi pro ferro velho.


Até hoje eu jogo, até mesmo as máquinas mais modernas e também no Visual Pinball e Future Pinball. É a única maneira de manter viva na memória a lembrança de tempos tão mágicos.

4. Lan houses

Depois de tudo isso, surgiram as lan houses, onde pessoas que não eram jogadoras usavam internet e gamemaníacos jogavam em rede. Já não era comum encontrar máquinas de pinball e arcades em qualquer esquina de bar, em lojas que só tinham isso e em shoppings, que diminuíram drasticamente o número de unidades. Quem vivia de passado se lascou bonito e quem era da geração 2000 nem sentia falta porque já cresceram sem saber o que era fliperama por jogarem videogame em casa. Counter Strike e inúmeros jogos em rede viraram sensação. Isso chamou ainda mais a atenção dos jogadores e de novos simpatizantes. 
 
Quem era da época do fliperama já estava em outra: casaram, perderam o interesse, esqueceram, etc. Lamentável, mas é preciso respeitar a opinião e as novas responsabilidades das pessoas. As locadoras foram sendo esquecidas aos poucos e logo as lan houses as substituíram. Mesmo assim, lojas muito boas com videogames atuais tais como Xbox 360 e Playstation 3 conseguem fazer sucesso. O engraçado é que um amigo meu abriu um novo negócio com esses videogames (2 PS3 e 2 Xbox 360), 12 computadores e 5 máquinas de fliperama (The King of Fighters 2002, X-Men Vs. Street Fighter, SNK vs. Capcom e duas multijogos). Está vingando e estou feliz por ele. Ele conseguiu juntar o antigo e o novo, embora o pessoal de hoje prefira os videogames e os computadores.

5. O golpe final

A internet. Na minha opinião, a internet e os novos videogames mataram de vez o fliperama. Os meus pontos de defesa sobre isso são:

a) Emuladores e roms baixados: Muita gente baixa roms e emuladores diariamente. O Roberto me disse que a razão que levou o fliperama dele a fechar as portas foram as máquinas multijogos. Os clientes pagavam mais barato e jogavam os jogos antigos em uma única máquina, ou seja, não na loja dele porque o Roberto nunca teve interesse em máquinas assim. Quando não queriam pagar para jogar em algum fliperama, simplesmente jogavam em casa mesmo. Os controles de arcade foram fabricados para pcs e logo muitos preferiram jogar no conforto do lar. 

b) Videogames novos, pc popularizado e jogos online: Playstation 3, Xbox 360 e outros tantos possibilitam jogar online com amigos. Embora esses videogames sejam caros, um número considerável de jogadores tem ao menos um desses consoles em casa. Os jogos são muito bonitos, com altíssima qualidade  e a diversão é garantida para quem gosta de jogatinas por meio da internet. Dois golpes de uma vez: acabaram com a raça das lan houses e com os fliperamas. Muitos jogadores quando não se aposentam, se atualizam e andam junto com o seu tempo, consequentemente, jogando os novos games. Acrescentando, ter um computador em casa hoje em dia é algo mais acessível para muita gente e os jogos para pc são muito bons também. É possível jogar em rede, online, offline e não há razão para se recorrer às lan houses. As lan, atualmente, só servem para atender quem não tem computadores, videogames e que estão de passagem em algum lugar e precisam usar por algumas poucas horas ou minutos o serviço de internet para acessar e-mails, redes sociais e etc.

6. Um possível recomeço?

A nova onda do momento é o RETRÔ. Filmes antigos que viraram remakes, novas versões de músicas antigas, novelas de sucesso do passado em novos formatos e claro, reboots e remakes de jogos antigos. A vontade de conhecer a origem de tudo. Como era? Como foi? Novos jogadores têm muito interesse em arcades, alguns têm interesse por pinball e também por videogames antigos. Uma das provas é que há jogos antigos em diversas coleções para novos consoles com o intuito de resgatar antigos jogadores e para atrair os novos. 

O último fliperama de Brasília: Replay
O fliperama Replay-DF procura se atualizar com os jogos novos (Tekken 6, Super Street Fighter IV AE, Marvel vs. Capcom 3) e manter o que há de raro como jogos antigos e pinballs. Aos poucos, o número de admiradores por fliperamas vai aumentando e como eu já disse aqui os flipers estão voltando. Só o tempo dirá se será uma nova era para o mundo dos jogos ou apenas um modismo passageiro.

23 comentários:

  1. O problema em nosso país é o alto custo para se manter um arcade, não é como no Japão, onde as casas de arcades são bem cuidadas, afinal, muitas PCBs e peças de arcades são produzidas lá. Aqui no Brasil temos as peças chinesas ruins da Eletromatic e as PCBs tem de vir importadas, não valendo a pena pagar um alto imposto por ela.

    Como citado no texto, muitos jogos de arcades ganharam ports em consoles modernos, conversões fiéis diga-se de passagem, com custo muito menor em relação às PCBs.

    Acredito que os fliperamas que ainda resistem têm de investir nas multi jogos e ter um ambiente agradável para trazer de volta, ao menos, o público das antigas.

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    1. Muito obrigado pelo elogio, Mestre Jorge. Fico feliz que tenha gostado do que eu escrevi. Eu concordo com vc plenamente. Lá no Japão a qualidade é muitíssimo superior. Lembra daquele vídeo que vimos a respeito dos flipers japoneses? Aquelas imagens dizem tudo.

      Seria legal que com as multi-jogos voltem jogadores de antigamente, mas seria ótimo se atraíssem novas pessoas, público jovem que não sabe direito o que é fliperama. Vi uma garotinha jogando Ms. Pacman e foi tão legal observar aquela cena...

      Grande abraço e obrigado novamente.

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  2. Tinha o outro lado da moeda também... fliperamas sempre foram reduto de usuários de drogas, e bêbados que provocavam confusão - somado a donos e atendentes estressados e completamente despreparados para lidar com seus consumidores - considerados vagabundos até que se provasse o contrário - mantendo aquela atmosfera caótica. Então é claro que qualquer pai preferiria ver seu filho jogando em casa a se submeter àquele ambiente. Não se esqueça também que os investimentos em jogos para arcade simplesmente acabaram: todas as grandes séries de jogos de luta, corrida, esportes etc. migraram para Playstation/X-Box. Quando que foi o último grande lançamento de arcade da SNK/Playmore, Capcom, Konami, etc.? Os que ainda tentam sobreviver só na base de multijogos, ou simuladores comemorando 10-15 anos de fabricação, ou máquinas infantis.

    Mas que dá uma saudade daqueles tempos, ô se dá...

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    1. ainda lembro do cheiro das placas, fontes e transformadores aquecidos dentro de um fliperama...

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    2. Com certeza, Seph. Havia muito disso aqui também. Aquilo queimou muito o filme dos fliperamas e muita gente preferiu que as crianças jogassem em casa mesmo. Concordo com vc. Obrigado por seu comentário.

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  3. Eu acho que o fliperama desapareceu na medida em que a tecnologia na área dos video-games avançou. Na era de ouro do fliper entre 1985 e 1992, a era que eu vivi intensamente, nada era equivalente ao fliperama em termos de tecnologia. Lembro-me quando chegou aqui a máquina Double Dragon 1 e R-Type, no Brasil nenhum computador ou video-game tinha algo equivalente, resultado a galera ia toda para o fliperama. Na minha opinião isso começou a mudar quando surgiram os video-games de 16 bits, e toda a industria pirateira a volta, apesar de ter tido os dois SNES e MegaDrive, não abdicava de alguns jogos de fliper que não exisitiam para esse consoles, Os jogos se popularizaram por que qualquer camelô vendia cartuchos, a video locadora não substitui o fliper, ele já estava morto, a locadora foi a possibilidade, de ter algo semelhante ao fliper mas mais barato e pegando um público mais infantil que era proibido de frequentar (aqui em Porto Alegre existe ainda uma lei municipal que impede menores de 16 anos entrarem nos flipers a não ser que entrem com responsáveis), não há mais onde aplicar a lei por que só sobrou um fliperama em Porto Alegre (onde jogo Blazing Star e Zed Blade de vez em quando. Quando a garotada mais pobre estava faceira com os seus SNES e Megadrive. Os burgos da minha cidade estavam em 1995/96 com as primeiras versões de Playstation, do N64 e do 3DO e aí acho que foi o ponto de virada, quando a tecnologia empregada em consoles domesticos ficou equivalente ao do fliperama, esse fato e os já apontados é que determinaram o fim do fliper como modelo de negócio.
    Aqui o fliper era apontado como antro de marginais, essa cultura se solidificou, foi fácil fechar um a um, e de fato o maior dono de fliperamas aqui estava envolvido com Bingos, ele fechou todos e abriu bingos, dava mais dinheiro. Um outro paradigma que acho que se alcançou nos anos de 1990 são os jogos de estratégia em tempo real, os FPS e AI nos jogos, os velhos generos 2D foram desbancados por que nos anos 80 sempre se dizia que o futuro era a simulação de condições mais reais nos jogos. O grande público movido pela moda sempre desejou isso, e a tecnologia acabou propiciando a nivel doméstico. O que aconteceu aos flipers, pode de certa maneira e bem a grosso modo se comparar com o que aconteceu ao cinema de rua, aqui sobrou apenas um fliper (e também um cinema), o resto foi para aquele ambiente ad nauseun dos shoopings centers....

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    1. Excelente comentário, meu amigo Péricles. O que vc viveu na sua terra foi muito parecido com o que aconteceu aqui também. Realmente foi algo a nível nacional mesmo. Muito obrigado pelo comentário e suas sábias palavras.

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  4. Não acredito que os emuladores sejam uma das causas do fim do fliper. Lembro-me dos primeiros emuladores escritos lá na era DOS por volta de 1996/97 e ainda nesse tempo era algo muito rudimentar, a própria aquisição de um PC era algo de outro mundo, chegava-se a vender computadores sem "kit multimídia", gravador de CD então tranquilamente chega a um valor de 1500 reais hoje. Era o auge do Playstation 1, e nessa época pelo menos em Porto Alegre os fliperamas de rua haviam morrido...

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    1. Ah, quando eu falei dos emuladores, me referi exclusivamente ao fliperama do meu amigo. Ele não teve interesse em comprar máquinas assim e não tinha mais capital para adquirir máquinas de qualidade da época. Eu quis dizer que com o avanço da internet, inegavelmente muitas multi-jogos surgiram e quebraram fliperamas com máquinas originais.

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  5. o fliperama fez sucesso aki no Brasil de 1982 a inicio dos anos 1990, periodo q o videogame dos brasileiros era o Atari, com seus gráficos primitivos, muito inferior a tecnologia dos pcbs de arcades, q eram mais avançados até do q os computadores da época... ai veio o NES-8bits sepultando o Atari; depois veio os de 16 bits; e como o colega acima disse, o q determinou a decadencia do arcade foi o videogame tridimensional em CD, o PS.

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    1. Exato, Rogerio. Concordo plenamente com vc também. Foi tudo isso que contribuiu para o fim das lojas de fliperama aqui e pelo visto, no Brasil inteiro.

      Eu também lhe agradeço por seu comentário, contribuições e por dizer muitas coisas boas em relação aos jogos, com curiosidades e novidades sobre eles. Aprendo muito com vc a cada dia. Muitíssimo obrigado.

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  6. Com exceção dos pinballs, eu passei por todos esse estágios citados no texto, fliperamas, locadoras e lanhouses.Como já foi citado acho que a facilidade e conforto de jogar em casa acabou com com esses locais,uma pena, tinham seus pontos negativos, mas a parte boa ( encontrar com pessoas e conversar sobre o assunto) acabou também, tinha um lado "social" bem interessante, falando especificamente da minha experiência em locadoras, eu tive sorte de frequentar entre 1990 e 1993 um local em que os donos ( a locadora era nas CASA DELES ) eram jogadores mesmo e não alguém que só queria ganhar dinheiro com games, havia muito bate papo sobre jogos e muita variedade de titulos, alguns até eu vi muito antes de sair em revistas da época, até trechos de jogos gravados em fita K7 eles tinham, a troca de informações com outros "coligados" era muito forte.Infelizmente isso está um pouco raro, existe muita informação, com certeza, mas a parte de socialização, ter um local de encontro "real" com pessoas com interesse em comum acho que se perdeu um pouco.

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    1. É o que eu digo. É excelente quando se pode jogar em lugares próprios para isso tendo pessoas à frente que realmente entendem do assunto. Eu achei muito legal a sua história, Leo, e vejo que somos muito parecidos. Vivemos uma época inesquecível e de ouro. Tudo era muito melhor, mesmo sabendo que os jogos de fliperama foram acabando e não sendo mais tão interessantes como os consoles.

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  7. Legal. Nem vou começar a escrever aqui senão não pararei mais hehe. Quantos de vcs se encontram com amigos das antigas e ficam o dia todo falando sobre aquela época dos arcades??? Saudade, mas qdo posso uso emuladores pra reduzir isso! T+

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  8. Pra mim o que desanimava era o fato de que vc pagava 50 centavos e perdia logo a primeira luta dos arcades... Eu ia em loja de fliperama e não durava 10 minutos sequer, d tão ruim q eu jogava... Daí eu preferia jogar na "locadora" que vc pagava 1 real e jogava uma hora mesmo. Mas o fliperama tinha sim um quê a mais, pela adrenalina que dava em jogar aquilo, tentando não perder pra continuar jogando!
    '

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  9. Muito bom o texto! Ficou muito bem abordado!
    Realmente, a evolução tecnológica e a facilidade acabaram com aquela diversão de jogar em grupo fora de casa:
    1 - As locadoras acabaram com os fliperamas
    2 - Lan Houses acabaram com as locadoras
    3 - Os PCs que acabaram com as Lan Houses
    4 - Agora, os celulares, tablets, Ipads e móveis que estão acabando com o PC (mais no caso dos jogadores casuais)

    Tem um artigo internacional no meu blog o qual eu traduzi, falando um pouco sobre isso.
    Dá uma olhada lá se possível: http://arcadegameshowbr.blogspot.com.br/2014/04/cultura-de-jogo-de-luta-encontra-novas.html

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    1. Muito obrigado pelo elogio, Netshot. Fico feliz que você tenha gostado do meu texto.

      Concordo totalmente com a "cadeia alimentar" que você falou. Foi um engolindo o outro e agora os menores devoram os maiores, fisicamente falando.

      Eu irei checar o artigo sim. Muito obrigado pela recomendação.

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  10. Muito bom o texto. Os a rcades foram a época de ouro dos games no Brasil. Lembro de jogos como street fighter II, mk1, final fight etc etc. Faltava aula nos fliperamas. Mas a quantidade de usuários que frequentavam os fliperamas, aliadas a funcionários despreparados e o alto nível dos jogos dos video games caseiros fez com que as máquinas desaparecessem. Claro que jogae em uma máquina de fliper é bem mais emocionate q um video game caseiro

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  11. Eu tenho um fliperama, ainda lotam com crianças e adolescente... minha renda mesal fica em torno de 4 a 5 mensal... e os fliperamas estao voltando com tudo... pelo menos por aqui...

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  12. Não troco meu fliperama, ps1 e super nintendo por nenhum ps3 ou 4...
    Júnior Athayde.

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  13. ▆ A verdade é que antigamente era muito dificil alguem adquirir um videogame, era coisa pra gente de classe media ou rica. Sou da epoca do Atari e nao tenho saudade nenhuma, os graficos eram horriveis. E por extensão não tenho saudade dos arcades, sempre achei aquelas maquinas muito estaticas (falo das eletromecanicas e não das eletronicas).

    Quando eu via capa dum cartucho do Atari e via o game, era uma decepção. Apenas uns quadradinhos e qdo veio Super Nintendo e os outros ja melhorou. E qdo tinha Atari na decada de 80 eu queria q os games fossem como são hoje em questão de tecnologia.

    Se tem algo a reclamar de alguns dos games de hoje em dia, tem que ser dos roteiros pois na jogabilidade e multimidia melhorou muito.

    No fundo acho q as pessoas tem mesmo é mais saudade de jogar com pessoal ali no fliperamas e das historias do q o fliperama em si.


    ▆ MUDANDO DE ASSUNTO

    Já usou https://disqus.com plataforma de comentários com mais recursos? É possível se logara pela conta do Facebook/Twitter/Google tb e não apenas em um desses (podendo se receber alertas de novos comentários pelo e-mails ligados as essas redes sociais).

    Se quiser pode usar Disqus paralelo a essa plataforma de comentários que já tem aqui. Aí ficam uma sem precisar tirar a outra.

    A plataforma do Blogspot é limitada a contas de email do Google, não se dá pra receber alerta por outros tipos de emails apenas dele.



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  14. Mais coisas sobre o Disqus q esqueci:

    Já usou https://disqus.com plataforma de comentários com mais recursos? É possível se logar pela conta do Facebook/Twitter/Google tb e não apenas em um desses (podendo se receber alertas de novos comentários pelo e-mails ligados as essas redes sociais e também pela própria rede do Disqus nos comentários); dá pra seguir usuários e comunidades (no Disqus tem um diretório de comunidades por temas); criar canais dentro da própria comunidade como temas relacionados; inserir imagens e vídeos (até mesmo uma playlist inteira) dentro dos comentários; etc. Aí então é só embutir, o Disqus criado, no blog, site, etc.

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